Diagnóstico
O diabetes tipo 1 é caracterizado por vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.
O diagnóstico é feito por um exame que mede os níveis de glicose no sangue, com o paciente em jejum. O paciente é considerado diabético se o valor for superior a 126 mg/dl.
Este mesmo teste identifica o diabetes tipo 2, com os mesmos valores, e classifica como pré-diabéticos os pacientes com níveis de glicose entre 100 e 125 mg/dl. O monitoramento é feito de forma rotineira, já que a doença pode ser silenciosa. Entretanto, quando se manifesta, os sintomas incluem sede excessiva e boca seca, vontade de urinar frequentemente, feridas que demoram a cicatrizar, formigamento nos pés e mãos, infecções recorrentes na pele, visão turva, falta de energia e cansaço.
Durante a gravidez, o médico também pedirá exames para descartar a hipótese de diabetes gestacional. Entre a 24a e 28a semana, a gestante tomará 75 dextrosol, um líquido muito doce que permite avaliar como o corpo lida com níveis elevados de açúcar. O sangue é coletado em três etapas: a primeira em jejum, a segunda uma hora após a ingestão do líquido e a última 2 horas depois. Apenas um resultado acima de 92 mg/dl, 180 mg/dl e 153 mg/dl, respectivamente, já indica a doença.
Complicações
Além do desconforto trazido pelos sintomas, que geralmente ajudam a identificar a doença, o diabetes pode trazer complicações graves. Com o tempo, a doença danifica o coração, as veias, os olhos, os rins e os nervos, tornando-se a maior causadora de cegueira, insuficiência renal, ataques cardíacos, AVC e amputação dos membros inferiores.
Adultos com diabetes são de duas a três vezes mais propensos a terem ataques cardíacos e AVCs, já que podem desenvolver aterosclerose (endurecimento das artérias por placas de gordura ou cálcio).
Com a redução do fluxo sanguíneo, aumenta a incidência de neuropatia dos pés, que pode causar úlceras, infecções e, eventualmente, necessidade de amputação dos membros inferiores.
A retinopatia diabética também é uma causa importante de cegueira, e acontece no longo prazo, como resultado de lesões acumuladas nos pequenos vasos sanguíneos da retina. Cerca de 1 milhão de pessoas estão cegas por causa do diabetes. Além disso, a doença está entre as principais causas de insuficiência renal.[5]
Por fim, índices altos de glicose no sangue comprometem o sistema imunológico e deixam os diabéticos suscetíveis a infecções. Fungos e bactérias podem se proliferar pela boca, gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e locais de incisão cirúrgica.[6]
[5] World Health Organization - Fact Sheets
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/diabetes
[6] Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde - Diabetes